sugeri que fosse caminhar um pouco mais longe de casa; tomar um ônibus seria um bom começo: a mudança já devia ocorrer no ponto de partida, sem pudores quanto à distância. haveria de conhecer novas árvores e novas tijoletas, e dar-lhes novos nomes e assimilar posições outras em relação a outros pontos. novas referências físicas, espaciais, de tempo; uma nova experiência à margem da (in)saciedade de sua obsessão por itinerários diversos. mais importante, não privar-se do seu vício e construir dele uma trajetória mais abstrata: ao mesmo tempo metáfora e palpável, trânsito e permanência; o passo e a memória como matéria-prima dos caminhos que se trilha em corpo e história – forjando a íntima medida da própria onipresença…